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Crianças internadas no hospital
pequeno Príncipe compõem cantigas de roda
São Paulo,
terça-feira, 23 de junho de 2009

Jonas Oliveira/Folha Imagem
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O músico
Itaércio Rocha trabalha com crianças internadas e familiares no hospital
de Curitiba
GUSTAVO HENNEMANN
DA AGÊNCIA FOLHA
Cantigas de roda compostas e entoadas durante oficinas culturais do
Hospital Pequeno Príncipe, de Curitiba, têm colaborado para a melhora
dos pacientes, que chegam a ficar meses internados no maior hospital do
país para crianças.
A cada duas semanas, as crianças se reúnem para cantar ao som de violão,
tambor e chocalhos. Mesmo aquelas que precisam andar com o pedestal de
soro não deixam de participar. Já os que não conseguem deixar o leito
recebem a visita de músicos para cantar dentro do quarto.
"Quando tratamos das crianças, não estamos cuidando só de um órgão que
não está funcionando, precisamos acolher os pacientes integralmente.
Esse trabalho injeta vida no hospital", diz o coordenador de Educação e
Cultura do Pequeno Príncipe, Cláudio Teixeira.
As atividades artísticas são conduzidas pelos músicos e arte-educadores
Itaércio Rocha e Thayana Barbosa, que agora trabalham na gravação de um
CD, que contará com músicas compostas pelas próprias crianças durante as
oficinas do projeto, chamado "Cancioneiro do Brasil".
"Nós trabalhamos com canções de todos os lados do país, como a ciranda e
a congada, e as crianças passaram a criar novas letras a partir do que
cantávamos. Uma delas homenageia a varredeira que limpa o quarto deles,
outra fala de animais", diz Rocha.
Para o arte-educador, o mais importante é proporcionar o contato das
crianças e dos familiares com a arte, mas as oficinas acabam tendo
função terapêutica.
No ano passado, foram registradas em torno de 25 mil internações nos 390
leitos do Pequeno Príncipe, que realiza transplante de órgãos e
tratamentos contra câncer e outras doenças graves.
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